Como a classificação TNM divide os diferentes tipos de tumor de mama?
Classicamente o estadiamento é subdividido em 5 grupos (0 a IV), com suas subdivisões. Mas pode ser feita antes ou após a cirurgia e conforme descrito acima incorporar critérios relacionados à biologia tumoral. Abaixo um exemplo da classificação TNM básica, clínica, pré-tratamento:
Mastologista
Coordenador da Comissão de Estratégia de Controle do Câncer de Mama da SBM-SP
Sempre é necessário fazer exames de estadiamento antes do tratamento?
Sim, mas a necessidade dos exames pode ser diferente dependendo do caso. Quando o paciente não tem sintomas ou sinais que possam significar metástase e o tumor é muito inicial e/ou com comportamento biológico mais indolente, apenas os exames para avaliação local – como por exemplo a mamografia – são fundamentais.
Conforme a avaliação clínica mostre que possa haver disseminação além da mama e/ou o tipo biológico mais agressivo outros exames podem ser solicitados, como ultrassom de mama / axila, ultrassom de abdômen, raio X tórax, tomografias de tórax e abdômen, cintilografia óssea, ressonância magnética mamária e de encéfalo e até mesmo PET-CT.
Nota-se que estes exames são solicitados mediante avaliação clínica criteriosa e baseados nos protocolos das instituições, não configurando-se regra para o tratamento do câncer de mama.
Mastologista
Coordenador da Comissão de Estratégia de Controle do Câncer de Mama da SBM-SP
Como se faz na prática o estadiamento?
O estadiamento pode ser dividido em (1) anatômico e (2) prognóstico. E deve ser feito antes e depois da cirúrgica (chamado de estadiamento patológico)
O anatômico leva em conta o tamanho do tumor (T), a presença de disseminação para linfonodos regionais (N) e a presença de metástases (M). Esta classificação é denominada TNM e utilizada amplamente em todo o mundo.
Já o estadiamento prognóstico leva em conta fatores relacionados a agressividade tumoral, conforme mencionado acima, como o grau histológico, a expressão de receptores de hormônios, a presença de amplificação do gene Her2 e teste genômicos do tumor quando disponível.
O estadiamento patológico é sempre feito depois da cirurgia e traz importantes informações. Quando a paciente é submetida a uma cirurgia como parte inicial do tratamento , é o estadiamento patológico que trará as informações definitivas sobre o tamanho do tumor , a disseminação para os linfonodos regionais e também dados sobre a biologia tumoral que eventualmente possam ser diferentes daqueles coletados no momento da biópsia (é frequente existirem tumores heterogêneos onde somente a análise completa da lesão pode nos dar informações mais precisas). Uma outra grande utilidade do estadiamento patológico é a avaliação do grau resposta ao tratamento quando se faz quimioterapia ou hormonioterapia antes da cirurgia. Esta informação pode nos auxiliar em avaliar prognóstico e a direcionar novos tratamentos com outras drogas ainda não utilizadas naquele caso especificamente.
Mastologista
Coordenador da Comissão de Estratégia de Controle do Câncer de Mama da SBM-SP
O que é estadiamento do câncer de mama?
O estadiamento é sempre feito após a confirmação diagnóstica do câncer de mama (através de biópsia). É uma maneira de se conhecer, através de avaliação clínica e exames de imagem, se a doença está localizada na mama (e de que maneira), assim como se há disseminação para os linfonodos regionais e outros órgãos (metástases). Ou seja é uma avaliação da extensão da doença e pode levar em conta também outras características do câncer como o grau histológico, a expressão de receptores de hormônios, a presença de amplificação do gene Her2 (estes dados são obtidos através do exame chamado estudo imunoistoquimico realizado conjuntamente com a biópsia) e eventualmente teste genômicos do tumor.
Através destas informações é possível definir as estratégias de tratamento e ter uma avaliação sobre o prognóstico, ou seja, as taxas de cura da doença.
Mastologista
Coordenador da Comissão de Estratégia de Controle do Câncer de Mama da SBM-SP