Como a classificação TNM divide os diferentes tipos de tumor de mama?

Como a classificação TNM divide os diferentes tipos de tumor de mama?

Classicamente o estadiamento é subdividido em 5 grupos (0 a IV), com suas subdivisões. Mas pode ser feita antes ou após a cirurgia e conforme descrito acima incorporar critérios relacionados à biologia tumoral. Abaixo um exemplo da classificação TNM básica, clínica, pré-tratamento:

  • 0: carcinomas in situ (não invasores)
  • IA : tumores de até 2,0cm com axila negativa
  • IB : tumores in situ ou de ate 2,0cm com micrometastase em linfonodo axilar
  • IIA : tumores in situ ou de ate 2,0cm com macrometastase em linfonodo axilar ou de até 5,0cm com axila livre
  • IIB: tumores de ate 5,0cm com macrometastase em linfonodo axilar ou mais de 5,0cm com axila livre
  • IIIA : tumores de ate 5,0cm com conglomerado axilar ou mais de 5,0cm com qualquer tipo de acometimento axilar
  • IIIB: tumores que acometem a pele e/ou a parede torácica, com metástase ou conglomerado axilar
  • IIIC: qualquer tipo de tumor com metástase axilar em nível subclavicular, supraclavicular e/ou cadeia linfonodal mamária interna
  • IV: presença de metástase a distância independente do tamanho do tumor ou acometimento linfonodal

 

Autor(a)

Renato Torresan

Mastologista

Coordenador da Comissão de Estratégia de Controle do Câncer de Mama da SBM-SP

Sempre é necessário fazer exames de estadiamento antes do tratamento?

Sim, mas a necessidade dos exames pode ser diferente dependendo do caso. Quando o paciente não tem sintomas ou sinais que possam significar metástase e o tumor é muito inicial e/ou com comportamento biológico mais indolente, apenas os exames para avaliação local – como por exemplo a mamografia – são fundamentais.

Conforme a avaliação clínica mostre que possa haver disseminação além da mama e/ou o tipo biológico mais agressivo outros exames podem ser solicitados, como ultrassom de mama / axila, ultrassom de abdômen, raio X tórax, tomografias de tórax e abdômen, cintilografia óssea, ressonância magnética mamária e de encéfalo e até mesmo PET-CT.

Nota-se que estes exames são solicitados mediante avaliação clínica criteriosa e baseados nos protocolos das instituições, não configurando-se regra para o tratamento do câncer de mama.

Autor(a)

Renato Torresan

Mastologista

Coordenador da Comissão de Estratégia de Controle do Câncer de Mama da SBM-SP

Como se faz na prática o estadiamento?

O estadiamento pode ser dividido em (1) anatômico e (2) prognóstico. E deve ser feito antes e depois da cirúrgica (chamado de estadiamento patológico)

O anatômico leva em conta o tamanho do tumor (T), a presença de disseminação para linfonodos regionais (N) e a presença de metástases (M). Esta classificação é denominada TNM e utilizada amplamente em todo o mundo.

Já o estadiamento prognóstico leva em conta fatores relacionados a agressividade tumoral, conforme mencionado acima, como o grau histológico, a expressão de receptores de hormônios, a presença de amplificação do gene Her2 e teste genômicos do tumor quando disponível.

O estadiamento patológico é sempre feito depois da cirurgia e traz importantes informações. Quando a paciente é submetida a uma cirurgia como parte inicial do tratamento , é o estadiamento patológico que trará as informações definitivas sobre o tamanho do tumor , a disseminação para os linfonodos regionais e também dados sobre a biologia tumoral que eventualmente possam ser diferentes daqueles coletados no momento da biópsia (é frequente existirem tumores heterogêneos onde somente a análise completa da lesão pode nos dar informações mais precisas). Uma outra grande utilidade do estadiamento patológico é a avaliação do grau resposta ao tratamento quando se faz quimioterapia ou hormonioterapia antes da cirurgia. Esta informação pode nos auxiliar em avaliar prognóstico e a direcionar novos tratamentos com outras drogas ainda não utilizadas naquele caso especificamente.

Autor(a)

Renato Torresan

Mastologista

Coordenador da Comissão de Estratégia de Controle do Câncer de Mama da SBM-SP

O que é estadiamento do câncer de mama?

O estadiamento é sempre feito após a confirmação diagnóstica do câncer de mama (através de biópsia). É uma maneira de se conhecer, através de avaliação clínica e exames de imagem, se a doença está localizada na mama (e de que maneira), assim como se há disseminação para os linfonodos regionais e outros órgãos (metástases). Ou seja é uma avaliação da extensão da doença e pode levar em conta também outras características do câncer como o grau histológico, a expressão de receptores de hormônios, a  presença de amplificação do gene Her2 (estes dados são obtidos através do exame chamado estudo imunoistoquimico realizado conjuntamente com a biópsia) e eventualmente teste genômicos do tumor.

Através destas informações é possível definir as estratégias de tratamento e ter uma avaliação sobre o prognóstico, ou seja, as taxas de cura da doença.

Autor(a)

Renato Torresan

Mastologista

Coordenador da Comissão de Estratégia de Controle do Câncer de Mama da SBM-SP