Omitindo Dissecção Axilar no Câncer de Mama com Metástases em Linfonodo Sentinela – SENOMAC Trial
O trial Z0011 foi o primeiro grande estudo que demonstrou a segurança da omissão
da dissecção axilar após um a dois linfonodos sentinelas com metástases entre as
pacientes com câncer de mama e axila clinicamente negativa e que foram
submetidas a cirurgia conservadora associada a radioterapia. Desde então, o uso
da dissecção axilar vem diminuindo constantemente. Em 2015, foi iniciado o
estudo SENOMAC com objetivo de validar em uma coorte suficientemente grande
focada apenas em pacientes com macrometástases no linfonodo sentinela e se
estender os critérios de elegibilidade para subgrupos sub-representados em
estudos anteriores, ou seja, pacientes submetidas à mastectomia, com
extracapsular do linfonodo sentinela ou tumores T3 e homens. Esse foi um ensaio
prospectivo, randomizado, de fase 3, de não inferioridade, com o objetivo de
demonstrar que a omissão da dissecção axilar dos linfonodos não pioraria a
sobrevida global (desfecho primário). Incluídos pacientes com câncer de mama
cN0, T1-3 e uma ou duas macrometástases no linfonodo sentinela. Ultrassonografia
pré-operatória da axila era obrigatória. Extensão extracapsular foram
permitidas. Após biópsia do linfonodo sentinela, os pacientes foram randomizados
para dissecção axilar ou para nenhuma cirurgia axilar adicional (apenas biópsia
do linfonodo sentinela). A radioterapia da mama após cirurgia conservadora era
obrigatória. A não inferioridade clínica foi definida como uma sobrevida global
de 5 anos que não fosse pior em mais de 2,5 pontos percentuais quando a
dissecção axilar fosse omitida. Entre 2015 e 2021, foram randomizados 1335
pacientes para apenas biópsia do linfonodo sentinela e 1205 para dissecção
axilar. O acompanhamento mediano foi de 46,8 meses. A maioria dos pacientes
recebeu radioterapia pós-operatória direcionada aos linfonodos regionais (89,9%
no grupo de apenas biópsia do linfonodo sentinela e 88,4% no grupo de
dissecção). Aproximadamente um terço dos pacientes tinham extensão extracapsular
no linfonodo sentinela. Na ultrassonografia pré-operatória, 13,3% no grupo de
biópsia do linfonodo sentinela e 14,1% no grupo de dissecção tinham linfonodos
axilares suspeitos. Entre os pacientes com uma macrometástase do linfonodo
sentinela, 31,3% tinham metástases não sentinelas adicionais; entre os pacientes
com duas macrometástases do linfonodo sentinela, 51,3% tinham metástases
adicionais.

A sobrevida global estimada em 5 anos foi de 92,9% no grupo de biópsia do
linfonodo sentinela e de 92,0% no grupo de dissecção. A sobrevida específica
para câncer de mama estimada em 5 anos foi de 97,1% no grupo de biópsia do
linfonodo sentinela e de 96,6% no grupo de dissecção.

Conclui-se assim que, diante dos dados de sobrevida livre de recorrência
estimada em 5 anos, a biópsia do linfonodo sentinela isolada não é inferior a
dissecção axilar entre pacientes com câncer de mama com uma ou duas
macrometástases do linfonodo sentinela. Atenção especial deve ser dada ao fato
do estudo ter permitido extensão extracapsular do linfonodo sentinela,
diferentemente do Z0011; e a proporção relevante de pacientes com tumores T3, e
o fato de mais de um terço dos pacientes terem sido submetidos à mastectomia.
Quanto às imitações do estudo, os autores citam e é relevante o dado que a
maioria dos pacientes tinham câncer de mama do subtipo luminal, sendo assim para
esse subtipo o acompanhamento pode ter sido relativamente curto. Além disso, um
dos objetivos eram avaliar os dados em homens, mas a inclusão dessa subpopulação
não foi representativa.
Médico Mastologista pela FMUSP/SP
Mastologista do Programa Cuidar do Hospital Israelita Albert Einstein; Mastologista da Clínica Femi em Alphaville/SP; Membro da Comissão de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Mastologia-SP
Mastite Lactacional

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) , a mastite é definida como uma condição inflamatória da mama podendo ser acompanhada ou não de infecção.
A mastite apresenta subdivisões sendo que a mastite lactacional , puerperal ou da lactação, é a inflamação da glândula que ocorre em mulheres em fase de aleitamento materno.
EPIDEMIOLOGIA
Acredita-se que 3 a 20% das mulheres desenvolvem pelo menos um episódio de mastite durante o período de amamentação. Na maioria dos casos, a inflamação ocorre nos três primeiros meses de aleitamento, podendo ocorrer em qualquer fase da amamentação inclusive no desmame.
FISIOPATOLOGIA
O patógeno pode entrar diretamente através ducto lactífero acometendo os lobos ,através de fissuras comprometendo o sistema periductal linfático ou pela via hematogênica, Sabemos que o principal fator de risco para a mastite puerperal é a estase láctea associado à fissura mamilar.
As fissuras do mamilo são causadas principalmente pela pega e trava incorreta do bebê, anquiloglossia ou por alguns tipos de bombas extratoras de leite que podem também levar a injúria mamilar.
A permanência de leite represado em um dos ductos mamários por prolongado tempo, pode ser causada por vários fatores como por exemplo a obstrução do ducto da mama, secundário a cirurgia mamária prévia , sutiã apertado e inadequado, dormir de bruço, uso de cinto de segurança e uso de conchas de forma incorreta .
O incompleto esvaziamento é a outra causa de estase láctea e geralmente é secundário a hipergalactia, mamadas infrequentes ou anquiloglossia ( frênulo lingual).
FATORES DE RISCO
Na tabela abaixo citamos o principais fatores de risco e os mecanismos facilitadores da patogenia
| Fatores de risco materno | Mecanismo facilitador |
| primíparas e mulheres claras | pele frágil facilita fissuras |
| mamilos umbilicados, planos, pequenos, invertidos, semi-invertidos e pouco elástico | dificulta a apreensão bucal pelo recém-nascido facilitando a pega incorreta e trauma mamilar |
| defeito anatômico na mama, mamoplastia ou cicatriz de manipulação prévia | facilita obstrução ductal e ingurgitamento
interfere no fluxo de leite |
| alteração fibrocística da mama | pode interferir no fluxo de leite. |
| corpo estranho como por exemplo, implante de silicone e piercing no mamilo | interfere no fluxo de leite
predispõe colonização bacteriana |
| raspagem ou extração de pelos da aréola e feridas nos tubérculos de Montgomery | funciona como porta de entrada para infecção |
| dermatoses como psoríase, eczema, e uso de corticoide tópico | predispõe atrofia da pele e fissuras |
| excesso de higiene mamilar | remove a proteção natural alterando a flora normal ,disbiose |
| uso de hidratantes locais durante o pré-natal | O mamilo hidratado é mais sensível e predisposto a trauma. |
| aplicação repetida de creme antifúngico para candidíase mamilar | causa alteração de flora normal , disbiose |
| doença auto imune em atividade, desnutrição e imunossupressão (incluindo diabetes ) | diminui status imunológico, facilitando infecção, disbiose |
| hospedeiro positivo para Staphylococcus aureus | colonização constante
disbiose |
| estresse materno e fadiga excessiva | diminui status imunológico, facilitando infecção |
| tabagismo | atrapalha o reflexo de ejeção do leite materno
aumenta o risco de ingurgitamento |
Os fatores de risco relacionados ao lactente são:
| Fatores de risco do RN | Mecanismo |
| anquiloglossia | predispõe traumas crônicos |
| pega e trava incorreta | predispõe a fissuras |
MICROBIOLOGIA
As mastites em geral são polimicrobianas (1) , sendo a bactéria Staphylococcus aureus o agente mais comum, responsável por mais da metade dos casos.Outros patógenos incluem Staphylococcus epidermidis, Streptococcus pyogenes (grupo A ou B), Escherichia coli, espécies bacteroides, espécies de Corynebacterium e estafilococos coagulase-negativo.

DIAGNÓSTICO
Diagnóstico é clínico e costuma acometer apenas uma mama, sendo rara a infecção bilateral ao mesmo tempo.
Inicialmente observamos o endurecimento de uma região da mama, indicando apenas estase do leite neste sítio.
Quando ocorre estase láctea uma resposta inflamatória local é observada. Citoquinas e outros fatores como a interleucina 8 são encontrados no leite materno e são extremamente importantes para evitar infecções, além de proteger o recém nascido.
Após 12 a 24 horas se a mama não for esvaziada adequadamente, pode haver piora dos sintomas da dor e hiperemia local além de fadiga, prostração febre, calafrios, tremores e febre acima de 38 C e nesse momento o antibiótico deve ser empregado. (2)
Se não tratada corretamente, a mastite pode evoluir com a formação de abscessos , acometimento sistêmico e sepse , o que denominamos mastite complicada.
Exame de imagem pode ser necessário caso haja suspeita de coleção e o ultrassom é o exame de escolha. O diagnóstico pode ser mais difícil na fase pré supurativa da infecção podendo ter uma categorização mais alta do Birads. (3)
Podemos observar espessamento da pele, áreas de diminuição da ecogenicidade do parênquima, aumento da vascularização ao doppler colorido e linfadenopatia axilar de característica inflamatória.
O abscesso é caracterizado por lesão hipoecóica heterogênea, complexa, de forma variada com margens não circunscritas, irregular ou pouco definida com possibilidade de septos. Apresenta vascularização periférica e reforço acústico posterior podendo apresentar pontilhado ecogênico central, que corresponde a tecido degenerado.(4)
O USG é também o exame de escolha para orientar punções e avaliar extensão da infecção e para definir qual a melhor abordagem a ser realizada.O material aspirado (fluidos, pus, sangue ) deve ser enviado para estudos microbiológicos e citologia a fim de buscar malignidades subjacentes além da infecção.Para casos rotineiros de mastite, não se indica uma biópsia. Para todos os outros casos com, apresentação atípica, diagnóstico incerto ou uma potencial complicação (por exemplo, infecção recorrente ou falha no tratamento), a biópsia pode ser justificada. podendo ser excisional ou incisional ou até mesmo uma biópsia percutânea por agulha grossa. (3)
Não há utilidade em realizar a cultura do leite materno para orientar a decisão sobre a antibioticoterapia em mães lactantes com mastite ou abcesso mamário. Uma grande variedade de bactérias pode habitar o ecossistema mamário durante um período saudável de lactação, incluindo espécies potenciais causadoras de mastite; no entanto, se houver perturbação desse estado equilibrado, pode ocorrer disbiose do leite, eventualmente levando à mastite(5)
A flora endógena da mama é semelhante à presente na pele. Embora a presença de bactérias patogênicas e/ou as altascontagens bacterianas (>10.000 /mL de leite) sejam indicativas de mastite, o valor preditivo é baixo. Muitas lactantes com bactérias potencialmente patogênicas na pele ou no leite não desenvolverão mastite. Por outro lado, muitas mulheres que desenvolvem mastite podem não apresentar organismos patogênicos no leite. (6)
No próximo artigo, acompanhe as informações sobre o tratamento da mastite.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. Russell SP, Neary C, Abd Elwahab S, Powell J, O’Connell N, Power L, et al. Breast infections – Microbiology and treatment in an era of antibiotic resistance. Surgeon. 2020 Feb 1;18(1):1–7.
2. Amir LH. ABM clinical protocol #4: Mastitis, revised March 2014. Breastfeed Med. 2014;
3. Qian Y, Chang C, Zhang H. Ultrasound Imaging Characteristics of Breast Lesions Diagnosed during Pregnancy and Lactation. Breastfeed Med. 2019;14(10).
4. de Holanda AAR, Gonçalves AK da S, de Medeiros RD, de Oliveira AMG, Maranhão TM de O. Achados ultrassonográficos das alterações fisiológicas e doenças mamárias mais frequentes durante a gravidez e lactação. Radiologia Brasileira. 2016. p. vanvouv.
5. Fernandez et al. The Microbiota of the Human Mammary Ecosystem. Cell Infect Microbiol. 2020; 6. Organization WH. Mastitis causes and Mangaement. Who. 2000.
Mastologista pela Irmandade da Santa Casa de São Paulo - Preceptora da Residência Médica de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santa Marcelina - São Paulo
Aleitamento materno: quando procurar o mastologista?

O mastologista é quem estuda, diagnostica e trata doenças da mama. Recebe os casos suspeitos ou com diagnóstico positivo para malignidade e faz o rastreamento de câncer de mama nas mulheres com história familiar ou mutação genética familiar.
Uma outra função do mastologista, que infelizmente não é rotina, mas de extrema importância, é avaliação das mamas antes de um procedimento cirúrgico estético para rastreamento do câncer e informações detalhadas sobre o impacto da cirurgia no aleitamento.
Em geral, as cirurgias estéticas são realizadas em mulheres que ainda não se incomodam com a amamentação e poucas pacientes em idade fértil solicitam informações sobre aleitamento antes de serem operadas.
O Brasil tem taxas reduzidas de aleitamento materno e é um dos líderes mundiais em número de procedimentos de cirurgia plástica realizados anualmente. A cirurgia para aumento das mamas (prótese mamária) tem sido um dos procedimentos mais comumente realizados, totalizando mais de 200 mil cirurgias por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Essa situação enfatiza a importância do apoio e do incentivo à amamentação, uma vez que essas mulheres têm maior probabilidade de desistir e realizar o desmame precoce por conta das maiores complicações que são comuns nessa população.
Diante desse cenário, recentemente, a Sociedade Brasileira de Mastologia criou uma Comissão de Aleitamento Materno com o objetivo de auxiliar as demais especialidades no manejo das intercorrências mamárias durante a amamentação, visando minimizar esse problema de Saúde Pública.
E qual a atuação do mastologista no aleitamento?
Hoje em dia, somos procurados apenas nos quadros graves de mastite com abscesso necessitando de internação para abordagem cirúrgica e também na dor persistente associada à amamentação, associada à lesão papilar e fissuras que não cicatrizam, ingurgitamento mamário (empedramento) de difícil abordagem, ou lesões da aréola como alergia, herpes, psoríase, candidíase entre outras.
É comum as lactantes chegarem ao consultório do mastologista dizendo: “Dra, desisti e preciso de uma medicação para secar o leite”. É fato que, atualmente, nós somos os últimos profissionais a serem procurados antes delas desistirem. Em muitos casos, durante a anamnese, detectamos que essa paciente, muitas vezes, não teve acesso a informações adequadas no pré-natal ou pós-parto e consequentemente medidas preventivas das possíveis intercorrências não foram realizadas.
As gestantes, muitas vezes, tomam a decisão de amamentar no início da gravidez, e muitas já decidiram se irão amamentar antes da concepção. Infelizmente, e invariavelmente, a intenção de amamentar ainda durante a gestação nem sempre se concretiza no pós-parto, com boa parte das puérperas abandonando a amamentação precocemente, muitas vezes em função das dificuldades oriundas das dores para amamentar ou da percepção de baixa produção láctea.
A gestante deve se atentar se o obstetra se preocupa com as mama durante o pré-natal, se fala sobre aleitamento. Caso negativo, ela pode procurar paralelamente vários profissionais que estejam engajados nessa caus. Pode ser o pediatra que irá acompanhar o bebê, a consultora indicada pelo obstetra ou o próprio mastologista especialista em amamentação, lembrando que a paciente deve checar se esse profissional se dedica ao aleitamento e não somente à prevenção e tratamento do câncer.
A importância na detecção dos cenários de risco e orientações preventivas evitam intercorrências, desmame precoce.
Na tabela abaixo, citamos os fatores de risco primários para a amamentação:
| Falha na amamentação do filho anterior |
| Mamilos planos ou invertidos |
| Sinais de hipoplasia mamária (alteração anatômica) |
| Obesidade |
| Uso crônico de medicação ou suplemento |
| Infertilidade |
| Cirurgia mamária prévia ou trauma nas mamas |
| Violência doméstica |
| Diabetes/Diabetes gestacional |
| Doenças da tireóide |
| Síndrome de ovário policístico |
| Síndrome metabólica |
Além das intervenções propostas, são recomendados encontros psicoeducativos para as famílias, orientação quanto aos riscos associados ao uso de bicos artificiais e comportamentos adotados durante a amamentação que possam prejudicar sua manutenção e duração.
Portanto, o sucesso do aleitamento materno depende da futura lactante ter acesso à informação de boa qualidade, começando pela consulta de aconselhamento pré-natal. No pós-parto, além da rede de apoio da família e amigos, o manejo precoce das intercorrências minimiza riscos, possibilitando a realização do sonho da maternidade de forma completa.
Obstetra e mastologista pela Irmandade da Santa Casa de São Paulo, Responsável pela Comissão de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Mastologia-SP.
Aleitamento Materno e Cirurgia Plástica das Mamas

A cirurgia de redução das mamas interfere na amamentação?
Na maioria das vezes sim. Dependendo da técnica, da quantidade de tecido mamário removido, a produção do leite durante a amamentação será afetada, ou seja, será diminuída. Quando há remoção do parênquima mamário inferior com preservação da coluna central não há tanto impacto na produção do leite quando comparada com as técnicas de remoção do parênquima central e subareolar, local em que há maior quantidade de ductos; uma vez removidos, menor a chance de amamentação.
A cirurgia de aumento das mamas com próteses pode prejudicar a amamentação?
Sim, mas não quer dizer que impede a amamentação.
Durante a gestação, há uma modificação das mamas no sentido de prepará-las para a lactação; então há um aumento do volume mamário, há um crescimento da aréola e do mamilo, há uma proliferação e especialização de ductos lactíferos e do sistema glandular, crescimento dos alvéolos, lóbulos e lobos.
Com a prótese, isso pode impactar negativamente nesse processo e causar um efeito inibitório na produção do leite. Além do mais, dependendo da técnica cirúrgica, pode ocorrer lesão ductal em todo o trajeto do parênquima, e ocasionar fibrose cicatricial e obstrução de ductos.
Quais são as possíveis complicações da amamentação na mama operada, seja por estética ou não?
Dor, mastite, produção diminuída do leite, ingurgitamento obstrutivo, inversão do mamilo
Como mastologista, qual a sua orientação à futura lactante que sonha em amamentar?
Esclareço sobre os prós e contra do procedimento cirúrgico e da amamentação. Explico que é possível amamentar após uma cirurgia da mama, talvez não será exclusivamente, terá que complementar com fórmula, tudo vai depender do tipo da cirurgia, do tipo da incisão, da quantidade de tecido removido.
Questiono a paciente do quão é importante amamentar seu filho, se usar complemento, não trará o sentimento de frustração, culpa.
Na maioria das vezes, principalmente as mulheres que querem realizar cirurgia estética, ainda não pensam na maternidade, no aleitamento, e cabe ao médico alertá-las sobre essa questão.
Mastologista e Ginecologista - Membro da Comissão de Aleitamento Materno da SBM Regional São Paulo.